Museus a Céu aberto- Street Art

Estamos dando continuidade às nossas matérias sobre Street Art e hoje queremos falar um pouco sobre Museu a céu aberto, em São Paulo, Brasil e no Mundo.

É realmente uma infinidade de museus a céu aberto que encontramos em nossas pesquisas.

Abaixo vamos falar um pouco de alguns museus que chamaram nossa atenção pelas obras, localização ou até mesmo pela história de seu início.

E um fato que nos deixa muito orgulhosas, é que os nossos artistas Brasileiros participam ativamente na construção de museus a céu aberto de Street  Art pelo mundo!

Por muito tempo, a única cor atribuída a São Paulo era o cinza. Do concreto, da poluição. Hoje, no entanto, a capital paulista está multicolorida e já é referência no Brasil quando o assunto é grafite. Os desenhos não só chamam a atenção de quem curte o estilo, mas também dos muitos turistas a passeio, que, de quebra, conhecem os trabalhos de quem se dedica à street art ou arte urbana.

Os grafites começaram a tomar as ruas de São Paulo ainda na década de 1980, mas apenas nos últimos anos os olhares se voltaram com maior atenção para a efervescência de cores nos muros ao ar livre.

A curiosidade e o interesse cresceram muito. Principalmente, pelo discurso fortemente político e social dos murais e intervenções. Existe, inclusive, um roteiro dedicado à arte urbana, para você saber mais sobre as obras espalhadas pela capital paulista.

O Beco do Batman, na Vila Madalena, em São Paulo, é uma das maiores e mais belas exposições de street art e grafite ao céu aberto. É incrível por sua vitalidade, a representatividade de suas cores, etc.

Onde encontrar os murais e intervenções na cidade de São Paulo:

23 de maio
23 de maio
Cambuci
Cambuci
Cambuci
Cambuci
Cambuci
Cambuci

 

Beco do batman
Beco do batman
Beco do batman
Beco do batman
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman

 

 

São Paulo virou uma galeria de arte a céu aberto. Quando estiver na cidade, não deixe de visitar o Beco do Batman, na Vila Madalena; a Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte; a Ligação Leste-Oeste; a Av. 23 de maio (Viaduto Tutóia e Viaduto Jaceguai); o Museu Aberto de Arte Urbana; a Floresta Urbana; o Túnel da Paulista; a Liberdade (Rua Galvão Bueno e Rua da Glória); o Centro (Av. Prestes Maia, Senac Tiradentes e CIT República); o Muro do Cambuci; a canalização do Rio Tietê; a Av. Nove de Julho; o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso; o Clube Escola Jardim São Paulo; o SESC Santana; a Galeria Choque Cultural; o Museu de Arte de São Paulo (MASP); a Matilha Cultural; o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE); o QAZ Galeria de Arte; e o Espaço Cultural Periferia no Centro. Artistas como OsGêmeos, Minhau e Chivitz, Zezão e Sipros já grafitaram por lá.

 

 Wynwood

blog street winwood

Wynwood é um bairro de Miami, até há algum tempo degradado, e agora totalmente revitalizado, com obras de street art dos mais famosos grafiteiros da cena internacional. A ideia foi de Tony Goldman que transformou Wynwood em uma Meca da arte contemporânea.

Ao todo, o bairro tem 5 quarteirões e um enorme estacionamento, que deram lugar a 50 galerias, 4 museus, uma série de ateliês de artistas, lojas e restaurantes alternativos.

No entanto, o que logo prende a atenção são os grafites gigantes e  coloridos que ocupam os muros do bairro, nas conhecidas The Wynwood Walls. Tony Goldman fez questão de contar com o talento de grandes figuras da street art, alguns criando arte sozinhos, outros em parcerias.

Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami

 

Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami
Wynwood Miami

 

Os artistas estão divididos em Walls Artists, que trabalham nas paredes, e Doors Artists, nas portas. O Brasil também está lá representado por nomes como Os Gêmeos e Nunca.

 

  

MUSAS

A Comunidade do Solar, localizada ao lado do Museu de Arte Moderna da Bahia, foi o lugar escolhido para nascer o MUSAS – Museu de Street Arte de Salvador. Debruçado sobre a Baía de Todos os Santos, o MUSAS visa reunir pessoas de diversas áreas para interagirem com artes visuais, cinema, grafite, colagem, musica, e iniciativas culturais que possam movimentar a comunidade despertando o interesse dos moradores, em especial das crianças e adolescentes, através de diversas atividades realizadas tanto a céu aberto, quanto na sede do MUSAS – espaço mantido pelo coletivo de grafite Nova 10 Ordem. A intenção é transformar o local em um polo criativo, de encontros e novas possibilidades.

MUSAS
MUSAS
MUSAS
MUSAS
MUSAS
MUSAS

 

 

MALBA

Quem já foi à Buenos Aires- Argentina, com certeza deve ter visitado o MALBA –onde é considerado por muitas opiniões, talvez o museu de arte contemporâneo mais descolado da America Latina. Mas o cenário artístico da cidade vai muito além desta construção premiada e sua coleção preciosa com obras de Tarsila, Diego, Frida, entre outros.

Para quem não sabe, a capital argentina é também referência de arte urbana do nosso continente, uma verdadeira galeria ao ar livre, com hotspots em praticamente todas as zonas da cidade. A “Graffitimundo” é uma organização sem fins lucrativos que promove o street art portenho e apóia artistas locais através de tours guiados nas áreas mais relevantes de arte urbana. Funciona assim: à principio, são três tipos de tour diferentes, todos com guias “anglo hablantes”, formando grupos de aproximadamente dez pessoas.

Além dos tours em grupo, você tem a opção do “private tour”, onde escolhe o dia, a hora e a zona que prefere conhecer. O preço é sob consulta e acho que vale a pena para quem está com toda a família ou viajando com um grupo de amigos.

 

 

 

MALBA
MALBA
MALBA
MALBA
MALBA
MALBA

 

MALBA
MALBA
MALBA
MALBA
MALBA
MALBA

 

MALBA
MALBA

 

 

 

Djerbahood

Blog street Djerbahood11

Erriadh é uma pequena aldeia situada na ilha de Djerba, na Tunísia, de quase 145 mil habitantes. Desde junho, a rotina desse vilarejo pacato vem sendo transformada pela presença de 150 artistas-grafiteiros do mundo todo, entre eles dois brasileiros, que transformam seus muros em obras de street-art. Esse museu a céu aberto ganhou um nome, Djerbahood, e pode ser visitado gratuitamente enquanto as pinturas resistirem ao tempo.

Tudo começou com uma conversa entre Mehdi e o embaixador tunisiano na França, Adel Fekih.

Foi então que as ruelas do vilarejo de Erriadh começaram a ganhar cores e formas inéditas, que se misturaram ao azul e branco característico da arquitetura local. No início os habitantes ficaram desconfiados, mas acabaram se habituando aos visitantes inesperados. “É realmente um museu a céu aberto, um verdadeiro museu. Ele representa a própria essência do street art:  tem que ser na rua, tem que ser gratuito.”

Para Medhi, Djerbahood é também uma possibilidade para os artistas de trabalharem em um cenário totalmente inédito. “É um vilarejo pequeno, cheio de ruelas, muito autêntico em termos arquitetônicos. Isso é um verdadeiro exercício para os artistas. Não estamos em Miami, Nova York ou Paris, não é uma arquitetura que conhecemos. São cúpulas, tetos arqueados, muros não muito altos…ao mesmo tempo tudo tem um charme e uma autencidade. São novos parâmetros com os quais podemos ‘brincar’ e que os artistas abraçam com alegria, porque é um verdadeiro exercício para eles.

Ao lado de Walter ‘Tinho’ Nomura, Herbert Baglione é um dos dois brasileiros que participa do projeto. Ele ficou cerca de uma semana em Djerba e conta que foi uma das experiências mais marcantes que  já teve. “Trabalhamos com um público virgem, que não tinha nenhuma informação sobre esse tipo de arte. Com as crianças, foi um impacto muito forte. Elas ficaram hipnotizadas com o que estava acontecendo, não paravam de nos rodear, pediam para pintar a bicicleta deles…É algo que eu sinto muita falta em qualquer cidade, essa inocência”, diz.

Antes de iniciar as pinturas, o grafiteiro brasileiro e os outros artistas foram orientados a evitar obras de teor político ou polêmicas envolvendo as crenças locais. “Na ilha, por exemplo, não tem cachorro, porque eles acreditam que os cachorros são pessoas ruins reincarnadas. Só tem gatos, os cachorros foram banidos da ilha. Uma série de coisas que nós, ocidentais, não temos conhecimento”, conta Herbert. “A ideia é presentear a população da ilha, não ofendê-la”, explica.

O artista brasileiro também conta que chegou a Djerba em pleno Ramadã, o que gerou uma certa apreensão entre os habitantes. Autor de uma série de obras que se inserem no projeto “1000 Shadows’’, sombras que se insinuam e invadem janelas, paredes, muros e portas, pintadas com spray e até carvão, Herbert foi chamado de bruxo pela população. Ele conta que pintou os muros à noite, e no dia seguinte, os habitantes disseram que ele enxergava ‘fantasmas’ e pediram para apagar a obra. Experiências que dão a Herbert vontade de voltar, caso haja a ocasião. “Se me chamarem, pego o avião agora.”

 

 

Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood

 

Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood

 

Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood
Djerbahood