Parklets – Pequenas praças nas calçadas

O termo “parklet” foi usado pela primeira vez em San Francisco nos EUA para
representar a conversão de um espaço de estacionamento de automóvel num miniparques recreativos. Depois de São Francisco os “parklets” foram utilizados em diversas cidades norte-americanas, estendendo desde a costa leste a costa oeste e o conceito de Parklet inclui tantos espaços anteriormente ocupado por carros, bem como os espaços que podem também ativar uma determinada área de uma rua, bairro ou cidade.

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Manual Parklets ( Dept. arquitetura UCLA)

Extensões temporárias de calçada promovem o uso do espaço público de forma democrática, permitindo à comunidade construir seu próprio espaço de convívio, resgatando as narrativas locais, melhorando a paisagem urbana e transformando espaços em lugares melhores para se viver e conviver. Não basta projetar uma praça ou um parque. É preciso entender a dinâmica de cidade que se deseja e a vida das pessoas no seu dia a dia. Os espaços públicos devem refletir as necessidades e os anseios dos seus usuários, para só assim serem realmente utilizados. O “parklet”, além de fazer melhor uso do espaço público da cidade, ajuda a incrementar os espaços de lazer em bairros carentes de praças e parques, incentivando as caminhadas e uma maior interação das pessoas que ali vivem ou transitam. Isso, por sua vez, ajuda o comercio e os bares e restaurantes, atraindo mais público com a criação de maneiras mais cômodas e divertidas de estar na rua.
Enquanto o carro passa a maior parte do dia estacionado, o espaço por ele ocupado pode ser usado de forma qualitativa por pedestres e ciclistas. Para mudar esse paradigma é preciso pensar formas alternativas de uso do espaço público. Uma reflexão que começa na escala da própria rua, melhorando a convivência entre todos. Trata-se de uma reivindicação da rua como o primeiro espaço público da cidade, que busca o desenvolvimento de espaços de convivência nas ruas, que possam proporcionar aos cidadãos maior interação social e com sua comunidade.

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É a geração de espaço para pessoas, e não para carros.
Segundo um artigo da Endeavor (https://endeavor.org.br/10-tendencias-de-consumo-para-2015/) , existe uma grande tendência dos urbanoides em aproveitar espaços ao ar livre. Os latino-americanos andaram se escondendo (especialmente da violência urbana) em shoppings, em seus carros no trânsito e em condomínios nos últimos anos. Mas, desde 2013, esses consumidores estão redescobrindo o valor de ir às ruas.

Além disto o espaço público propicia o encontro entre pessoas. Os solitários moradores das cidades irão amar espaços que possam uni-los. Graças à contínua urbanização das Américas do Sul & Central e ao ritmo das grandes cidades (muito trabalho, pouco tempo livre), é comum que moradores não conheçam seus vizinhos.

Parklet Biblioteca - Mateus Grow - Pinheiros –SP

Parklet Biblioteca – Mateus Grow – Pinheiros –SP

Muito usado em todo mundo, no Brasil o conceito de parklet chegou em São Paulo, em 2012. A primeira implantação aconteceu no ano seguinte, liderada por um grupo composto por arquitetos, designers e ONGs. A boa avaliação da população permitiu à Prefeitura de São Paulo transformar a ideia original em política pública de ocupação dos espaços públicos da cidade, revertendo áreas originalmente destinadas aos automóveis para as pessoas. O documento foi assinado no dia 17/04/2014 pelo prefeito Fernando Haddad e publicado no Diário Oficial. Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode entrar com pedido junto às subprefeituras para instalar um parklet. Por iniciativa própria, a administração municipal também pode propor projetos.

 

Parklet - Paraiso – Brahma
Parklet – Paraiso – Brahma
Parklet - Paraiso – Brahma
Parklet – Paraiso – Brahma
Parklet Lorena
Parklet Lorena
Parklet - La Botteghe di Leonardo - Rua Oscar Freire - São Paulo
Parklet – La Botteghe di Leonardo – Rua Oscar Freire – São Paulo
Parklet - rua Vupabussu – Pinheiros
Parklet – rua Vupabussu – Pinheiros
Parklet Rua Fidalga - Vila Madalena – SP
Parklet Rua Fidalga – Vila Madalena – SP

 


Este projeto no Brasil foi batizado, pelo Instituto Mobilidade Verde https://institutomobilidadeverde.wordpress.com/, de Zona Verde como contraponto as Zonas Azuis. As Zonas Azuis são pagas, os parklets são gratuitos porque são espaços recreativos em locais densos com poucos parques e espaços de convivência. Estes espaços podem ter programação cultural, musical, artísticas de carácter temporário.
Certamente é uma iniciativa fantástica que modifica a paisagem urbana e promove um novo uso do espaço. Pesquisamos vários exemplos de parklets na nossa cidade. Vejam que espaço bacanas e convidativos!

 

Parklet Pita - Francisco Leitão 282
Parklet Pita – Francisco Leitão 282
Parklet Pita - Francisco Leitão 282
Parklet Pita – Francisco Leitão 282
Parklet Pita - Francisco Leitão 282
Parklet Pita – Francisco Leitão 282
Parklet - Vito - alto de Pinheiros
Parklet – Vito – alto de Pinheiros
Parklet Pe João Manuel
Parklet Pe João Manuel
Parklet Maria Antonia
Parklet Maria Antonia